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Primeiro debate revela direção dos ataques na campanha


Postado em 10/08/2018 - 08:53:33 (Brasília)




Na noite de quinta-feira (9), a Band abriu a temporada de debates dos candidatos à Presidência da República. Foram cerca de três horas de programa, divididas em cinco blocos. Com exceção dos ataques mais duros entre Jair Bolsonaro (PSL) e Guilherme Boulos (PSol) e da atuação isolada do Cabo Daciolo (Patriota), o tom foi moderado na maioria dos "confrontos". Temas obrigatórios como desemprego, reforma trabalhista, segurança pública e educação foram amplamente abordados, expondo diferenças claras nas visões de cada um. 



Em um dos momentos de maior destaque, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) travaram um debate conceitual sobre a reforma trabalhista. O ex-governador de São Paulo não negou sua defesa à reforma aprovada no governo Temer, mesmo este sendo um tema delicado em relação à opinião pública. Já Ciro, que fez a pergunta justamente para expor a visão do adversário, reforçou seu posicionamento contrário. Alckmin, por sinal, foi o candidato que ganhou maior tempo para expor suas ideias já que foi o alvo principal das perguntas nos dois blocos reservados para os confrontos diretos. 



Além dos cinco candidatos citados na abertura do texto, o debate ainda teve Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meireles (MDB). Os três acabaram tendo participações mais discretas, sem se envolver em polêmicas ou mesmo debates mais intensos.  

 
De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitorial, as emissoras são obrigadas a convidar os candidatos cujos partidos da sua aliança tenham, ao menos, a representatividade de cinco deputados na Câmara Federal. Por este critério, nove dos 13 candidatos teriam lugar garantido - porém o ex-presidente Lula (PT) ficou de fora por estar preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado em segunda instância a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá. Os advogados de Lula tentaram a liberação, mas o recurso foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. 



Dos oito candidatos que participaram do debate, apenas Boulous citou a prisão de Lula, logo na sua primeira fala - quando perguntado sobre desemprego -, afirmando que a condenação do petista foi injusta. Não foi só Boulos que optou por uma apresentação ao invés de responder diretamente a pergunta única de abertura. Álvaro Dias, por exemplo, sequer entrou no assunto desemprego. O ex-governador do Paraná usou o tempo para apresentar seu currículo e anunciar que vai convidar o juiz Sérgio Moro para ser ministro da Justiça. Promessa repetida algumas vezes ao longo da noite, inclusive. 



 
BOLSONARO X BOULOS 
 

O primeiro confronto entre Boulos e Bolsonaro foi logo na abertura do bloco de perguntas entre candidatos. Boulos perguntou a Bolsonaro quem era Wal - referindo-se a uma possível servidora fantasma do deputado do PSL, denunciada em reportagem da Folha de São Paulo em janeiro deste ano. Segundo a Folha, Wal recebe R$ 1,3 mil do gabinete do parlamentar, mas vive am Angra dos Reis onde vende Açaí e seu marido trabalha como caseiro na casa de Bolsonaro. Este respondeu que Wal era, de fato, uma funcionária pública que estava de férias durante a apuração do jornal. Na réplica, Boulos reforçou a informação do jornal paulista e ainda criticou o adversário por receber auxílio-moradia mesmo tendo imóvel. "Imoral é invadir a casa dos outros", devolveu o deputado. O candidato do PSol é líder do movimento MTST. 


 
A segunda troca de ataques veio já na reta final e foi mais ríspida, inclusive com Bolsonaro conseguindo um direito de resposta. O deputado do PSL foi acusado por Boulos de ter sido expulso do exército por "ter jogado uma bomba em algum lugar", afirmou o candidato do PSol. Em sua resposta, Bolsonaro afirmou que nunca foi expulso do exército e que deixou o quartel apenas quando foi eleito verador. E ainda devolveu o ataque afirmando que a "ex-chefe" de Boulos é que já jogou bomba em atentados políticos. A acusação foi direcionada à ex-presidente Dilma Rousseff. O candidato do PSol pediu direito de resposta para afirmar que Dilma nunca havia sido sua chefe, mas a comissão negou o pedido. 
 
 

SEGURANÇA PÚBLICA
 
No segundo bloco, jornalistas fazem perguntas aos candidatos - apontando outro para comentar em cima da resposta. O tema segurança pública entrou em cena justamente no dia em que foram revelados os números da violência no país em 2017, com quase 64 mil assassinatos registrados. O maior número da história. Alckmin e Bolsonaro foram os escolhidos para responder. O jornalista Rafael Colombo perguntou como reduzir esse índice nos próximos 4 anos. O governador de São Paulo defendeu seu plano de ação no estado, apresentando números da redução da violência, apontando que conseguiu salvar 10 mil vidas durante a gestão. Já o deputado do PSL defendeu a liberação do porte de arma de fogo para a população. 



VENEZUELA

Outro tema de destaque foi em relação à situação precária dos venezuelanos refugiados no Brasil. Alváro Dias e Henrique Meirelles concordaram que as fronteiras do país devem continuar abertas e o país deve dar pleno apoio aos refugiados. Meirelles ainda destacou que planeja uma ação para ajudar na recuperação econômica do país vizinho - enquanto o ex-governador do Paraná fez duras críticas à relação dos governos do PT com o regime de Nicolas Maduro. 



ABORTO

A legalização do aborto foi debatida por Boulos e Marina. O candidato do PSol teve um posicionamento claro e direto. "Ninguém é a favor do aborto, mas sim do direito da mulher decidir. Hoje mulheres ricas fazem aborto em clínicas enquanto as pobres fazem aborto precário e morrem". Já Marina não entrou de frente no tema e afirmou que sua intenção seria criar um plebscito nacional. 
 
 


"A DEMOCRACIA É UMA COISA LINDA..."
 
A pergunta do Cabo Daciolo para Ciro Gomes acabou roubando a cena do bloco. O candidato do Patriotas afirmou que Ciro foi um dos fundadores do Foro de São Paulo e que defendia a criação de um país único na América Latina. Em tom de ironia, o candidato do PDT respondeu: "A democracia é uma coisa linda, mas ela tem seus preços", arrancado risos da plateia. Depois de negar rapidamente os dois fatos citados por Daciolo, Ciro usou o tempo para apresentar alguns dos seus planos de governo - incluindo a promessa de tirar os brasileiros do SPC. Em debate direto com Bolsonaro sobre o tema, o candidato do PSL considerou utópica a ideia de Ciro e disparou: "Boa sorte para conseguir pagar essa conta"
 

DP



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